segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Etimologia da palavra Você - Parte II
Filme 45 º Vossa mercê - (Bronze no festival mundial de publicidade de gramado 2007).
Etimologia da palavra Você - Parte I

“Você” é forma evoluída (transformada) do pronome de tratamento vossa mercê, assim:
vossa mercê > vossemecê > vosmecê > você.
Textos de 1813 já a registram, sob a forma de vosse.
Na prática, seu emprego é de segunda pessoa, já que é usado com referência à pessoa com quem se fala (teoricamente, tu) e não, à pessoa de quem se fala. Entretanto, em razão da origem, “você” é pronome de tratamento – da mesma forma que vossa excelência, vossa senhoria, vossa majestade, vossa alteza e outros – e como tal é da terceira pessoa do singular (plural: vocês). Por isso, leva o verbo para a terceira pessoa: “Você é meu amigo” e “Vocês podem ir”.
Você é utilizado como sujeito, agente da passiva e adjunto adverbial, como em “Você já disse o que quer”, “Cátia foi nomeada porvocê” e “Quero ir com você”. No padrão coloquial, também aparece como predicativo, especialmente no plural: “Este livro é de vocês?”. Esse pronome funciona também como objeto, mesmo na língua culta: “Quero você para mim” e “Não darei a você esse gostinho”.
Você é largamente empregado na maior parte do território brasileiro, com exceção do Sul e de algumas áreas do Norte e Nordeste – em que se usa tu –, para expressar intimidade, para indicar relação de igual para igual ou relação superior/subordinado e mais velho/mais jovem. Em Portugal, ele também existe, mas é sobrepujado em uso por tu.
Resta uma questão: por que os pronomes de tratamento são de terceira pessoa, uma vez que se referem à pessoa com quem se fala (segunda)? Tal fato tem explicação histórica: no passado, não era considerado apropriado alguém se dirigir diretamente a autoridade ou a pessoa de classe social superior usando pronome de segunda pessoa (tu, vós). Os costumes requeriam o emprego de formas indiretas, pelas quais se fazia referência aos atributos do interlocutor. Daí os pronomes Vossa Excelência, Vossa Majestade, Vossa Reverendíssima e outros serem de terceira pessoa (forma indireta) e para ela levarem o verbo, pronomes oblíquos e possessivos. Como exemplos atuais dessa comunicação indireta, temos: “Meu pai gostaria de levar-me ao shopping?” (em vez de “Pai, quer me levar ao shopping?”) e “A filhinha agora vai tomar sopinha” (em lugar de “Filhinha, agora você vai tomar sopinha”).
Na prática, seu emprego é de segunda pessoa, já que é usado com referência à pessoa com quem se fala (teoricamente, tu) e não, à pessoa de quem se fala. Entretanto, em razão da origem, “você” é pronome de tratamento – da mesma forma que vossa excelência, vossa senhoria, vossa majestade, vossa alteza e outros – e como tal é da terceira pessoa do singular (plural: vocês). Por isso, leva o verbo para a terceira pessoa: “Você é meu amigo” e “Vocês podem ir”.
Você é utilizado como sujeito, agente da passiva e adjunto adverbial, como em “Você já disse o que quer”, “Cátia foi nomeada porvocê” e “Quero ir com você”. No padrão coloquial, também aparece como predicativo, especialmente no plural: “Este livro é de vocês?”. Esse pronome funciona também como objeto, mesmo na língua culta: “Quero você para mim” e “Não darei a você esse gostinho”.
Você é largamente empregado na maior parte do território brasileiro, com exceção do Sul e de algumas áreas do Norte e Nordeste – em que se usa tu –, para expressar intimidade, para indicar relação de igual para igual ou relação superior/subordinado e mais velho/mais jovem. Em Portugal, ele também existe, mas é sobrepujado em uso por tu.
Resta uma questão: por que os pronomes de tratamento são de terceira pessoa, uma vez que se referem à pessoa com quem se fala (segunda)? Tal fato tem explicação histórica: no passado, não era considerado apropriado alguém se dirigir diretamente a autoridade ou a pessoa de classe social superior usando pronome de segunda pessoa (tu, vós). Os costumes requeriam o emprego de formas indiretas, pelas quais se fazia referência aos atributos do interlocutor. Daí os pronomes Vossa Excelência, Vossa Majestade, Vossa Reverendíssima e outros serem de terceira pessoa (forma indireta) e para ela levarem o verbo, pronomes oblíquos e possessivos. Como exemplos atuais dessa comunicação indireta, temos: “Meu pai gostaria de levar-me ao shopping?” (em vez de “Pai, quer me levar ao shopping?”) e “A filhinha agora vai tomar sopinha” (em lugar de “Filhinha, agora você vai tomar sopinha”).
Encontro de Letras
Na última semana de outubro ( de 28 a 30) os alunos de Letras do primeiro e segundo semestre se reuniram para realizar o Encontro de Letras e Sarau, sob a coordenação da professora doutora Joana Ormundo.
O Encontro de Letras teve como tema Outubro Rosa com o objetivo de fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama e a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce, também foi composto por palestras, apresentações musicais, declamações de poemas, além do correio elegante e do varal de poemas. Tudo ficou muito lindo... e delicioso com a confraternização que a galera de Letras organizou no fim do Sarau, para fechar com chave de ouro o Encontro de Letras!!! :)
Quem esteve presente no Encontro de Letras no período noturno pode apreciar além das apresentações culturais, palestras que muito contribuíram para o aprendizado, entre elas:
- Multiculturalismo, interculturalidade e cidadania nas sociedades contemporâneas - Palestrante: Professora Doutora Manuela Guilherme (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra - Portugal)
- A construção visual e verbal de identidade no jornal Folha de São Paulo: a perspectiva dominante sobre comunidades oprimidas. - Palestrante: Professora Doutora Souzana Mizan (Departamento de Letras da Universidade Federal de São Paulo -UNIFESP)
O encontro contou com a presença dos professores, alunos e convidados...
Foi uma semana de intensa atividade cultural nos dois períodos manhã/noturno.
Se por acaso, você perdeu essa oportunidade de estar reunido conosco, não fique triste... ano que vem tem mais!!! ;)
Postado por: Aline Chaves
domingo, 9 de novembro de 2014
Pensar a liberdade, construir a democracia...
Debate: Pensadores da Liberdade
Na última quinta-feira (06/11/2014), a turma de LETRAS da UNIP VERGUEIRO foi surpreendida com o convite da nossa coordenadora e professora doutora Joana Ormundo para participar da palestra com tema Pensar a liberdade, construir a democracia.
Realizada no auditório do nosso campus PARAÍSO e organizado pelo Centro de Estudos do Instituto Palavra Aberta, com o jornalista e mestre em Filosofia Política, Francisco Viana.
O debate foi marcado pela discussão ampla e sob vários aspectos da liberdade.
Além do mais o debate foi um momento de construção e aprendizado e contou com a participação e interação dos alunos presentes.
Alguns pontos que foram discutidos nesse debate:
- As manifestações de junho do ano passado (2013) como forma de liberdade e democracia no Brasil
- A herança ditatorial do Brasil
- Censura as grandes mídias baseado nos fatos ocorridos nas últimas eleições ( Exemplo: censura a revista Veja)
- O processo democrático intenso ocorrido desde as manifestações de junho/2013 às eleições de segundo turno para os presidenciáveis
- O papel da mídia na sociedade
- A importância de ver a realidade com olhos não embaçados
O jornalista finalizou a palestra com um recado de motivação para os jovens estudantes:
- " Vocês estão na luz do dia. Procure o sol... porque vocês não estão nos subterrâneos, vocês podem até estar no labirinto, mas é um labirinto da liberdade, é um labirinto aberto, é um labirinto onde o sol brilha... façam como Ulisses da Odisseia, ele dormia no convés do navio justamente para ver o nascer do sol... então façam isso, vão rumo ao sol... Porque a Liberdade é o sol!! "
Postado por: Aline Chaves
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Artigo: Ética na política
A expressão ética na política é a verdadeira síntese daquilo que é mais importante em uma eleição.
O resultado das urnas deve traduzir para a sociedade tão-somente a consciência do cidadão, representando o sentimento de que o voto foi dado ao candidato pela crença em suas propostas de trabalho para o mandato ao qual concorreu, daí a necessidade de combater os abusos durante a campanha. Por tudo isso, o papel mais importante da Campanha de Combate à Corrupção Eleitoral, promovida pela OAB e CNBB, é fazer ouvir a população brasileira, colher e investigar as denúncias que existam em relação à ética e à moralidade nas eleições no país. Neste ano, mais do que nunca, a campanha visa novamente estreitar e reafirmar a nossa predisposição de trabalhar nas causas que interessam a cidadania.
A legislação brasileira tem bons instrumentos de aferição da parte moral das eleições no Brasil. Mas um alerta é fundamental: o judiciário não pode e nem deve servir para fins eleitoreiros, como já parece estar se tornando praxe nas campanhas eleitorais.
O judiciário serve para a promoção da justiça, jamais como munição para denúncias irresponsáveis, sem embasamento legal, e que somente devem ter fundamento após os devidos processos transitados em julgado, como manda a Constituição do país.
Deve haver nessa campanha aquele espírito que é chamado por dom Geraldo Majella, presidente da CNBB, de cidadania ativa. Nesse aspecto, os brasileiros têm muito a comemorar, pois são livres para escolher representantes comprometidos com a ética, com a cidadania, com a justiça social, e, principalmente, com a verdade, fundamento moral do resgate da credibilidade política.
Vamos exercer plenamente essa liberdade.
Adriano Zanotto Presidente da OAB/SC
Fonte: http://oab-sc.jusbrasil.com.br/noticias/29292/artigo-etica-na-politica
Postado por: Aline Chaves
Vamos exercer plenamente essa liberdade.
Adriano Zanotto Presidente da OAB/SC
Fonte: http://oab-sc.jusbrasil.com.br/noticias/29292/artigo-etica-na-politica
Postado por: Aline Chaves
domingo, 2 de novembro de 2014
sábado, 1 de novembro de 2014
Etimologia da palavra Você - Introdução
As evoluções e mudanças da Língua...
A língua é viva! Se transforma, se modifica...
Com o passar do tempo podemos observar mudanças e variações na língua.
Esse é o primeiro post dentre outros que vamos discutir sobre as mudanças e variações ocorridas no pronome de tratamento pessoal Você.
Embarque conosco nesse mundo de descobertas da nossa língua e você perceberá que a língua portuguesa é muito mais interessante e atrativa do que possamos imaginar!!!!
Bom, para começo de conversa vamos conhecer um pouco mais esse pronome que não sai de nossa boca!!!...
Você é um pronome de tratamento pessoal. Seu uso verbal se dá na segunda pessoa, porém, conjugado como a terceira pessoa (ele). Às vezes substitui o pronome "tu". Muito utilizado no Brasil devido sua informalidade. No resto da lusofonia, "você" é utilizado em situação formal, enquanto "tu" é usado em situação informal. Sua origem etimológica encontra-se na expressão de tratamento de deferência "vossa mercê", que se transformou sucessivamente em "vossemecê", "vosmecê", "vancê" e você. "Vossa mercê" (mercê significa graça, concessão) era um tratamento dado a pessoas às quais não era possível se dirigir pelo pronome tu.Em galego a expressão se transformou para o termo vostede, em castelhano a palavra equivalente é usted (originária de "Vuestra Merced") e em catalão vostè.
[fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Voc%C3%AA]
E aí, se interessou em conhecer mais as mudanças que ocorrem na língua???
Então, não perca os próximos posts!!!
Até lá...
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